Por que ter repertório sobre violência e segurança
Violência aparece de várias formas nas provas: contra a mulher, nas escolas, nas redes, no trânsito e nas cidades. É um assunto sensível, que pede argumentos firmes e propostas que respeitem os direitos humanos.
A gente separou repertórios seguros e mostra como usar cada um sem cair em soluções violentas.
Leis e documentos
- Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006): cria mecanismos para combater a violência doméstica e familiar contra a mulher.
- Lei do Feminicídio (Lei 13.104/2015): colocou o feminicídio no Código Penal, como crime ligado à violência contra a mulher.
- Constituição Federal, art. 144: a segurança pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos.
- Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948): garante a todos o direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
Pensadores
- Hannah Arendt: criou a ideia de "banalidade do mal", ao analisar como pessoas comuns participam de atos violentos (Eichmann em Jerusalém).
- Émile Durkheim: o conceito de anomia, quando as regras sociais perdem força.
- Thomas Hobbes: em Leviatã, defende que o Estado existe para garantir a segurança e evitar a guerra de todos contra todos.
Outros repertórios
- Filme Cidade de Deus (2002): retrata a violência ligada à desigualdade e à falta de oportunidades.
- Dados: o Anuário Brasileiro de Segurança Pública e informações de órgãos oficiais.
Exemplos de parágrafo com repertório
Veja como usar o repertório de verdade, ligado ao argumento. Os exemplos são modelos para treinar: adapte ao tema da sua prova.
Exemplo com a Lei Maria da Penha:
"A Lei Maria da Penha, de 2006, representou um avanço no combate à violência doméstica no Brasil. Mesmo assim, muitas mulheres ainda não denunciam as agressões, por medo ou dependência financeira. Assim, a lei precisa vir acompanhada de redes de apoio que garantam proteção às vítimas."
Exemplo com Hannah Arendt:
"A filósofa Hannah Arendt mostrou que o mal pode se tornar banal quando as pessoas deixam de refletir sobre os próprios atos. Nas redes sociais, ataques virtuais muitas vezes são feitos por usuários comuns, que não percebem a gravidade do que fazem. Dessa forma, a educação para a empatia é essencial no combate à violência virtual."
Temas do ENEM que combinam
Estes temas de edições anteriores do ENEM mostram como o assunto aparece na prova:
- A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira (2015)
- Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil (2016)
- Caminhos para combater o racismo no Brasil (2016, segunda aplicação)
Como usar sem errar
- Apresente o repertório em uma frase.
- Explique o que ele diz, com as suas palavras.
- Relacione com o problema do tema.
- Conclua mostrando como ele reforça a sua tese.
O passo a passo completo está no artigo sobre repertório sociocultural na redação.
Atenção aqui: use só repertórios que você conhece com segurança. Para dados e números, consulte fontes oficiais atualizadas, como o IBGE, e nunca invente informações.
Repertório pronto. Agora é treinar.
Escolha um tema e escreva um parágrafo com um dos repertórios acima, seguindo o modelo. Depois, monte a redação inteira com o passo a passo da redação nota mil.
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Em resumo
- Ter repertório sobre violência e segurança ajuda a argumentar com segurança.
- Leis, pensadores, obras e dados oficiais são os tipos mais usados.
- O repertório precisa ser explicado e ligado à tese.
- Vários temas do ENEM já trataram de violência e segurança.
- Use só informações de que você tem certeza e nunca invente dados.
Perguntas frequentes (FAQ) sobre repertório para redação sobre violência e segurança
1. O que é repertório sobre violência e segurança?
São leis, dados, pensadores, obras e fatos que ajudam a argumentar em redações sobre violência e segurança.
2. Quantos repertórios devo usar na redação?
Um bom repertório em cada parágrafo de desenvolvimento costuma ser suficiente. A qualidade importa mais que a quantidade.
3. Posso usar a Constituição como repertório?
Pode, e é um dos repertórios mais seguros. Mas não basta citar: explique como o artigo se liga ao problema do tema.
4. Preciso citar o número da lei?
Ajuda a mostrar precisão, mas o mais importante é o que a lei garante e como isso se liga ao argumento.
5. Posso usar filmes e séries?
Pode, desde que a obra tenha relação com o tema e você explique a ligação.
6. Onde encontrar dados confiáveis?
Em órgãos oficiais, como o IBGE, ministérios e organismos internacionais. Use apenas dados de que você tem certeza.
7. Repertório decorado funciona?
Funciona se for adaptado ao tema. Citações soltas, que servem para qualquer assunto, rendem pouco.
8. Qual lei usar em temas de violência contra a mulher?
A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) e a Lei do Feminicídio (Lei 13.104/2015).
9. Posso propor punições mais duras?
Com cuidado. Propostas que desrespeitam os direitos humanos, como violência ou tortura, recebem zero na competência 5.
10. Hannah Arendt serve para quais temas?
Para temas de violência, intolerância, discurso de ódio e omissão diante da injustiça.
11. Como falar de violência sem ser genérico?
Foque no recorte do tema e use dados de fontes oficiais, como o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
Argumentos firmes, propostas justas.
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